A Prefeitura do Rio de Janeiro apresentou oficialmente, no sábado (11), o projeto do Terminal Intermodal de Campo Grande, obra fundamental para transformar a mobilidade na Zona Oeste da capital. Com investimento estimado em R$ 81,1 milhões, o terminal ocupará uma área de 22,2 mil metros quadrados entre a Estrada da Caroba e a Rua Campo Grande, integrando-se ao atual Terminal BRT Campo Grande. Quando em operação, concentrará 33 linhas municipais e intermunicipais, beneficiando milhares de passageiros que utilizam ônibus convencionais e o sistema BRT diariamente.
Terminal Intermodal de Campo Grande: estrutura e integração
O Terminal Intermodal de Campo Grande funcionará como um dos maiores polos de integração do transporte coletivo da região. Desenvolvido pelas secretarias municipais de Infraestrutura e Transportes, o projeto prevê integração total com o Terminal BRT Campo Grande por meio de uma passarela sobre a linha férrea. Essa ligação facilitará a transferência entre os sistemas com segurança, conforto e acessibilidade. O terminal terá capacidade para receber cerca de 60 ônibus simultaneamente, ampliando a capacidade operacional do transporte coletivo na Zona Oeste.
A estrutura arquitetônica distribuirá o terminal em dois pavimentos com acessos independentes e circulação interna integrada. O pavimento superior, com 13,2 mil metros quadrados, contará com três plataformas cobertas e acessíveis, áreas para motoristas, guarita de segurança, sanitários públicos e operacionais, além de elevadores e escadas para ligação ao piso inferior. Nesse nível, será possível acomodar mais de 30 ônibus simultaneamente.
O pavimento inferior terá aproximadamente 8,9 mil metros quadrados, com plataformas adicionais para embarque e desembarque, salas administrativas, sanitários e áreas de apoio para atendimento aos passageiros.

Linhas municipais e intermunicipais atendidas
O terminal atenderá diretamente a operação da primeira fase do Sistema RIO, que reorganiza a concessão do transporte municipal por ônibus. Ao todo, 21 linhas municipais utilizarão o terminal, abrangendo bairros como Campo Grande, Inhoaíba, Cosmos, Paciência, Santa Cruz e Sepetiba. A expectativa inclui ampliar a oferta de viagens, melhorar a distribuição das linhas e facilitar conexões entre diferentes regiões da Zona Oeste.
Além das linhas municipais, 12 linhas intermunicipais passarão a operar no terminal, fortalecendo a integração entre a capital e municípios da Baixada Fluminense, como Itaguaí, Seropédica, Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis e Duque de Caxias. A Prefeitura destaca que a proposta reduzirá o tempo de deslocamento dos passageiros, organizará melhor a operação do sistema e tornará as conexões entre modais mais rápidas e eficientes.
Comércio e mobilidade sustentável no projeto
O projeto do terminal inclui serviços complementares para os usuários. Estão previstos 10 quiosques comerciais, que criarão oportunidades para pequenos empreendedores locais e ampliarão a oferta de serviços aos passageiros. Outro destaque será a instalação de um bicicletário, incentivando a integração entre bicicleta e transporte público e estimulando formas mais sustentáveis de deslocamento.
Previsão de obras e impacto na circulação
Após a conclusão do processo licitatório para contratação da empresa responsável, a Prefeitura prevê que as obras sejam executadas em até dois anos. Com a entrada em operação, a circulação dos ônibus convencionais em Campo Grande deverá ser reorganizada, concentrando embarques e desembarques em uma estrutura moderna, confortável e preparada para atender ao crescimento da demanda da região.
Terminal de Santa Cruz também avança
Enquanto o Terminal Intermodal de Campo Grande entra em fase de implantação, outro importante equipamento de mobilidade segue em construção na Zona Oeste. O Terminal Bairro Imperial Santa Cruz está sendo erguido em terreno superior a 17 mil metros quadrados, com área construída acima de 14 mil metros quadrados distribuída em três pavimentos. A obra recebe investimento de aproximadamente R$ 73,7 milhões e deve entrar em operação no segundo semestre de 2027.
O terminal contará com plataformas específicas para ônibus convencionais e articulados do BRT, estacionamento, bicicletário, áreas comerciais e espaços de circulação destinados ao grande volume de passageiros da região.
Plano de mobilidade amplia investimentos na Zona Oeste
A implantação do novo terminal integra um conjunto de intervenções que transformam a infraestrutura viária e o transporte coletivo da Zona Oeste. Nos últimos anos, a Prefeitura executou obras como o mergulhão da Avenida Cesário de Melo, revitalização da Rua Artur Rios, melhorias na Estrada da Caroba, ampliação da Estrada do Tingui e construção do Túnel Professor Moacyr Sreder Bastos, primeiro túnel da história de Campo Grande.
Projetos em andamento incluem a duplicação da Estrada do Lameirão, novo túnel sob o Morro João Vicente, revitalização da Estrada do Monteiro e do Largo da Maçonaria, além da implantação do binário entre a Estrada Rio-São Paulo e a Rua Vitor Alves. Segundo a administração municipal, essas intervenções buscam reduzir congestionamentos, reorganizar o sistema de ônibus, ampliar a integração entre modais e acompanhar o crescimento populacional de Campo Grande, bairro com mais de 350 mil moradores e um dos principais polos urbanos da Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Com o Terminal Intermodal de Campo Grande, a Prefeitura reforça o compromisso com a modernização e eficiência do transporte público na região, promovendo maior integração e qualidade para os usuários.